Resumen
Objetivou-se verificar o impacto dos determinantes socioeconômicos e condições de saúde na qualidade de vida das pessoas idosas quilombolas. Trata-se de um estudo de corte transversal do tipo exploratório, com abordagem quantitativa, realizado em quatro comunidades quilombolas na região de Vitória da Conquista, Bahia, com 62 pessoas idosas. O instrumento foi constituído de questionário sociodemográfico, condições de saúde, funcionalidade (Índice de Barthel, Escala de Lawton, Escalas de Fragilidade de Edmonton (EFE), Escala de Depressão Geriátrica (GDS- 15), Prisma 7 e Medical Outcomes Short-Form Health Survey (SF-36). Inicialmente, na análise bruta, a associação entre a não fragilidade e a percepção positiva da qualidade de vida foi estatisticamente significativa (RP=0,55; IC95%=0,28-0,92; p=0,02). Após ajustes, a relação perdeu significância (RP=0,80; p=0,34), o que sugere que outros fatores podem interferir nesse processo. No que se refere aos sintomas depressivos, a pesquisa indicou que indivíduos sem sintomas depressivos apresentaram menor prevalência de percepção negativa da qualidade de vida, o que foi estatisticamente significativo na análise bruta (RP=0,44; IC95%=0,24-0,78; p<0,01). Após ajuste para variáveis confundidoras, essa relação foi suavizada, mas ainda assim permaneceu relevante (RP=0,54; p=0,08). Esses resultados indicam que a fragilidade e os sintomas depressivos são determinantes importantes para a percepção de qualidade de vida.
